Dicionário de Biturbo #25
glaucoma (subs. masc.) - coma induzido quando uma pessoa fica verde de inveja
engolfinhar-se (v. trans.) - andar à porrada na zona do golfo pérsico.
nota: muito usado para falar sobre americanos e iraquianos
anagrama (subs. masc.) - fatias de uma ana, para vender, como se fosse fiambre
ex.: queria 50 anagramas, ó fáfavor!
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
engolfinhar-se (v. trans.) - andar à porrada na zona do golfo pérsico.
nota: muito usado para falar sobre americanos e iraquianos
anagrama (subs. masc.) - fatias de uma ana, para vender, como se fosse fiambre
ex.: queria 50 anagramas, ó fáfavor!
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Coçado por
Artur Semedo
13/12/2009
01:52
Ideias Comerciais, Lda.
Vacuum Cleaner - nome para uma empresa de limpeza de gado bovino
Coçado por
Artur Semedo
12/12/2009
18:16
no fundo...
andei uns tempos perdido, à procura daquele clique, da tecla de comando, até que ouvi a nogueira pinto a chamar palhaço a um outro deputado, e fez-se luz!
Coçado por
Artur Semedo
11/12/2009
14:43
Observações psicológicas dos “grands-buffeurs”
“Ultrapassando esta angustiante bivalência monogâmica, em que a promiscuidade exerce uma profunda alteração do agente, o indivíduo avança para o seguinte estádio da sua existência correlacional, num período intitulado de fase depressionária da flatulência. É aqui que as incapacidades inerentes ao ser em questão surgem indubitável e impreterivelmente correlacionadas com a concomitância exacerbada de estádios espirituais antitéticos e paradoxais consigo mesmos. Reconhecendo que as suas capacidades sensório-motoras e psíquicas se encontram implícita e explicitamente implexadas em si mesmas, a saber:
- A acção da flatulência assume tal preponderância que uma hipálage quiasmática se debruça numa metáfora impetuosa, e, dotado de imperturbabilidade impertinente, o ser recebe uma nova emulação híbrida de encalacração. Encarapinhando-se, ele consegue atingir um faldistório satisfatório onde se pode expor convenientemente. Esta hecatombe hipertrofiada assombra a hombridade do hipostilo do hipomóvel hipogástrico. Desta guisa, o indivíduo pode tornar-se hipocondríaco e hipodérmico, híspido na convicção hirsuta de que a sua homonímia homologada é dotada de uma honorabilidade humosa. Ele deixa de ser um indivíduo humílimo passando a considerar-se como alguém assaz consciente de um valor superior e idiossincrático, tornando-se num vero idiólatra.
- Mas uma autoidealidade pode provocar icterícia e um depauperamento da sua densidade dengosa. É então que ele passa a engordar numa má disposição frequente, considerando tudo como uma ignomínia.
- Chegámos ao fenómeno do inchamento devido à flatulência concentrada. Quando chega a altura da libertação, pode provocar uma entrevação naqueles que de si se aproximem.
- Então, o indivíduo atinge o estádio primordial do espírito que se impõe soberanamente sobre a matéria: a equanimidade epigónia. Isto é motivo de júbilo, até porque a flatulência já não se concretiza, deixando de ser uma flatulência omnipresente para se reportar simplesmente aos aspectos jocosos. Está preparado para o acto de ligação corpórea a alguém da sua espécie, numa tentativa de obtenção de prazer que consegue ser, simultaneamente, de utilidade espantosa. Contudo, ele pode tornar-se fútil e mormente mortificado em tentativas frustradas de envolvimento oprobrioso.
Pode, então, concluir-se que a flatulência leva, em último caso, à procura irremediável e incorrigível da pêssega, para a depelar até poder dela usufruir até à zona do caroço, utilizando um abananamento do profundo trajecto até chegar ao apetecido fruto, num clímax de loucura e sensualidade orgásmica, confundidos e, ao mesmo tempo, separados de uma forma paradoxal, até ao esgotamento das possibilidades do físico individual.
Se, pelo contrário, o indivíduo se aquartelar na intimidade do seu ser, sem se expandir àquele outro personagem fictício, o mais provável é que se tente apropinquar de uma forma progressiva e pensada e reflectida e totalmente planeada do objecto da sua idolatria, aprovisionando no seu interior imagens sinestésicas e adventiciamentais, aquiescendo-se. É apanágio deste segundo carácter pessoal o antropomorfismo do antropónimo e a anquilose da antífona.
Apesar da pouca frequência de avistamentos, existe ainda um terceiro tipo de indivíduo, caracterizado por algo mui distintivo. Além de um semblante zaruco, ele satisfaz-se zabumbando monolíticos. É ainda marcado subtilmente pelas metamorfoses placidamente encobertas sobre um despejo de coragem irónica, reaparecendo sob uma forma mesentérica.
Mas, afinal de contas, o que é a flatulência propriamente dita? A flatulência é um estado hierático e hindustânico marcado pelas hipocastâneas e pelo hipocratismo hipocrático. Aqui, a hipiatria histológica reflecte-se na hipofagia hipológica de ser hirudiniculturado. Também os hexáginos, os hexandros e os hexapétalos se heteromorfisam numa heterogeneidade heteróclita. Hermeticamente conservado na sua própria ignobilidade, o hexágino hermafrodita sofre uma hematopoese hemisferóide. Do mesmo modo, a hemiopia de converte em hepatomegalia heliocrómica, Característica do cromolitográfico crisólito. E assim se pode definir a flatulência.
Como forma de conclusão, uma alusão à alfange e à algálica, algidadas no álgido algoritmo rítmico e alijado, sem nunca discordar intermitentemente com o cotiledóneo helicolóidal da haste.”
in Landeira Scientific, n.º 29
Urge, agora, explicar a transcrição deste texto, com algumas alterações, de modo a mais e melhor respeitar a gramática e a semântica. No fundo, quis-vos trazer algumas leis para um bom relacionamento com o sexo oposto, e não só:
1 – homem que se peide perante a presença de mulheres passa a vida a descascar banana.
2 – homem que não se peide à frente doutros homens é maricas (por convenção social)
3 – homem que não se peide perante a presença de mulheres, mas que não se atire a elas, só descasca banana na mesma.
4 – o feijão, tal como outros grãos, é o alimento mais indicado para a farpola, por ser rico em carbohidratos.
No fundo, o peido é um mal necessário. Quem conseguiria viver sem dar os seus peiditos, peidos ou peidões?
Em anexo, segue uma tabela altamente científica, com a classificação rigorosíssima dos vários tipos de peido:
Quanto à duração
“flatus maximus” – mais de 10 segundos
“flatus medinus” – entre 5 e 10 segundos
“flatus minimus” – entre 1 e 5 segundos
“flatus quasis qui num existus” – menos de um segundo
Quanto ao barulho
“flatus estrondosus” – mais de 50 decibéis
“flatus sonorus” – entre 20 e 50 decibéis
“flatus baixus” – entre 10 e 20 decibéis
“flatus baixinhus” – entre 1 e 10 decibéis
“flatus impercetibilis” – abaixo de 1 decibel
Quanto ao cheiro
“flatus mortiferus” – capaz de provocar náuseas
“flatus cheirabilis” – nota-se, mas suporta-se
“flatus inodores” – sem cheiro
Quanto ao tipo de saída
“flatus espalhafatosus” – muito barulho e pouca matéria
“flatus arduus” – demora a sair, e magoa as bordas do cu no processo
“flatus seladus" – trazem selo de garantia
Coçado por
Artur Semedo
11:06
Diz-me onde vives, dir-te-ei como és, ou ao contrário, ou o caralho!
Era tão pedófilo, que atravessou o Bósforo e foi conquistar a Ásia menor...
Era tão anti-semita, que preferiu suicidar-se a ir para a prisão de Vale de Judeus...
Era tão ruim, que foi viver para o Japão, onde o bonsai...
Era tão moreno, que foi viver para Timor, onde o Lorosae...
Era tão racista, que decidiu sair de Pretória e regressar a Castelo Branco...
Era tão iconoclasta, que decidiu ir viver para a Cruz Quebrada...
Era tão anti-semita, que preferiu suicidar-se a ir para a prisão de Vale de Judeus...
Era tão ruim, que foi viver para o Japão, onde o bonsai...
Era tão moreno, que foi viver para Timor, onde o Lorosae...
Era tão racista, que decidiu sair de Pretória e regressar a Castelo Branco...
Era tão iconoclasta, que decidiu ir viver para a Cruz Quebrada...
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Artur Semedo
11:04
Apontamentos de vida de gente extraordinária…
František Kafka tinha uma empresa de gestão, mas era conhecida por ter muito baixa reputação... Chamava-se Kafkageste!
O Pedro Álvares Cabral foi parar às terras de Vera Cruz por ter apanhado herpes no astrolábio...
O Tolkien começou a vida a trabalhar num registo civil, onde passava certidões de hobbits…
Deus*, vendo que tinha criado demasiados animais em terra e nos mares, comparativamente aos que habitavam os céus, decidiu compensar a situação com um estorninho...
* se o Saramago diz que Deus é má pessoa, também posso inclui-lo no lote de gente extraordinária, ora!
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Artur Semedo
11:02
Apontamentos de vida de gente e bichos comuns…
Quando o caranguejo finalmente conseguiu curar a bebedeira, até começou a andar dif'rente…
Ele tinha uma depressão, por isso, foi para a Amazónia, em busca de psicotrópicos...
Tinham de bater vinte claras em castelo, pelo que decidiram fazer ameias...
As meretrizes tailandesas só querem BangKok…
A Lactogal tem uma sede vacante...
Na Polinésia, toda a medicina é exercida em policlínicas.
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Artur Semedo
10:59
A directora do serviço de neonatologia do hospital de São João chama-se Hercília Guimarães…
O Hindu Cuxe porque tem uma perna maior que a outra...
De quando em vez, o monte Fuji dispara um flash...
Mesmo quando Sonda bem as coisas, ele Krakatoa...
O monte Cook perguntou ao Uluru: Havai haver uma tempestade de areia? Então, não Andes das pernas, não...
O oceano é Pacífico porque senão leva porrada do Anel de Fogo...
Muçulmano nos Himalaias, K2 dois infiéis de cada vez...
Dantes, eram só cinco, mas depois nasceu mais uma, e passaram a Seychelles.
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Artur Semedo
10:58
Rol de coisas a fazer…
Ir às compras, ao Leroy Merlin, e trazer uma espada Excalibur e madeira, para fazer uma távola redonda...
Realizar um mestrado, mudar o nome para Maco, para passar a ser reconhecido como Mestre Maço…
Quando for a uma consulta, pedir para o doutor me passar atestado, mas de sem chumbo 98, que dura mais…
Usar o meu sapato como se fosse um telefone, para ver se ele faz ecco...
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Artur Semedo
10:57
Diálogos...
- Então, onde foste nas férias?
- Fui conhecer Angola.
- Ah, que bem! E foste sozinho?
- Não. Fui c'a Binda!
Vishnu atende o telemóvel... e diz:
- Tô, Shiba!?
Mãe africana telefona ao filho e pergunta:
- Como estás?
- Somalí!
Mestre Yoda faltou nas aulas de terapia da fala
- Saber queres o ontem que fiz?
- Diz, Lexía.
Um saurópode árabe para outro:
- Ala, Dino!
- Fui conhecer Angola.
- Ah, que bem! E foste sozinho?
- Não. Fui c'a Binda!
Vishnu atende o telemóvel... e diz:
- Tô, Shiba!?
Mãe africana telefona ao filho e pergunta:
- Como estás?
- Somalí!
Mestre Yoda faltou nas aulas de terapia da fala
- Saber queres o ontem que fiz?
- Diz, Lexía.
Um saurópode árabe para outro:
- Ala, Dino!
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Artur Semedo
10:56
“O exagero é sempre a exacerbação de algo que não o é”
Era tão esquisito, que não gostava do céu estrelado, só escalfado...
Era tão ecologista que tinha cinco pastas de reciclagem diferentes no sistema operativo: uma para ficheiros do Office, uma para vídeos e músicas, uma para imagens, uma para executáveis, e uma para outros ficheiros...
Era um tipo tão melómano, que só lia o Génesis até à altura da saída do Peter Gabriel...
Era um gato tão persa, que não cuspia bolas de pêlo, mas tapetes...
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Artur Semedo
10:51
“A dúvida é o princípio da sabedoria”
Se a Costa do Marfim está virada para o Atlântico, como é que o Corno de África é banhado pelo Índico?
O anel de curso de uma hipotética licenciatura em censura teria engastada uma gema de lápis-lazúli?
O Magritte era assim por ser anoréctico, ou era genético?
O Picasso era um cidadão automobilizado?
O Monet cambiava de estilo sempre que mudava de país?
O Renoir passava duas vezes tinta preta?
O Salvador Dalí chegou alguma vez a vir para cá?
O Manet segurava o pincel numa mão, mas e a paleta, com quê?
O Chagall chegou a receber o quinto estigma?
O Delacroix usava telas em forma de x?
O Miró era pitosga ou via bem?
O Mondrian era preguiçoso, ou até era esforçado?
A Kahlo chegava creme às mãos, para amaciar?
O Caravaggio tinha velame latino?
O São Francisco de Assis veria mal, por causa do estigmatismo?
Quando o Raul Proença fundou a Seara Nova, terá sido por convicção, ou apenas para não meter foice em seara alheia?
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Artur Semedo
10:46
Ideias comerciais, Lda.
Finitusgest – nome para uma funerária
Auto-estima – nome para uma oficina automóvel
Urbijetorbi – nome para uma companhia aérea italiana
Vestfália – nome para uma marca de preservativos
Fornicar - nome para empresa de fornecimento de peças para automóvel
Auto-estima – nome para uma oficina automóvel
Urbijetorbi – nome para uma companhia aérea italiana
Vestfália – nome para uma marca de preservativos
Fornicar - nome para empresa de fornecimento de peças para automóvel
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Artur Semedo
10:45
Romance de cordel subaquático...
A raia tentou uma relação com um cefalópode, mas ele era demasiado choco para ela. Só lhe dava sardinha, quando ela queria era uma sarda a cavala... acabou nas esquinas dos corais, feita chaputa...
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Artur Semedo
10:45
Desacatos dos apóstolos 12:35
Disse um cristão, prestes a ser martirizado, ao ainda Saulo, indefectível perseguidor de cristãos, antes de este empreender a sua caminhada rumo a Damasco:
- Pois que verás a luz, e te tornarás um de nós e até passarás a ser Paulo, converso à vera fé, qual aborto!
- Deixa-me rir, filho de uma rameira samaritana!
- Vai uma apóstata?
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Artur Semedo
10:32
Ficcional cincada de exegese literária
A náusea abunda na obra de Sartre - caganifância existencialista
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Artur Semedo
10:29
Idiossincrasias regionais
Enquanto Roma permanecia, eterna, a Turquia...
Não gosto de fazer nada de nada, mas no Burkina Faso...
Enquanto em Copenhaga o futuro da humanidade está parado, no Ruanda...
Enquanto o preço do oiro sobe, o Bangladesh...
Enquanto no Vaticano te manténs casto, nas Filipinas...
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Artur Semedo
10:21
5 de outubro - dia da implantação da república dominicana... *
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Artur Semedo
06/10/2009
01:51
Dicionário de Biturbo #24
esteriónico (adj.) - que se ri e/ou conta piadas em estéreo...
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
17/03/2009
09:24
Dicionário de Biturbo #23
imparidade
quando uma pessoa está numa idade ímpar...
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
quando uma pessoa está numa idade ímpar...
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
10/02/2009
17:50
Dicionário de Biturbo #22
emparidade (sub.):
quando uma pessoa está numa idade par: 2 anos, 4 anos, 6 anos...
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
quando uma pessoa está numa idade par: 2 anos, 4 anos, 6 anos...
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
17:47
Dicionário de Biturbo #21
umbiguidade (sub.):
1 - característica daquele que olha sempre para o próprio umbigo; egotismo.
1 - característica daquele que olha sempre para o próprio umbigo; egotismo.
2 - técnica que permite descobrir a idade de alguém observando o descaimento do umbigo.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
17:44
Dicionário de Biturbo #20
manuscriptas (adj.):
as mãos que estão fechadas.
as mãos que estão fechadas.
manuscriptas (sub.):
as mãos que enterram a morte; mãos de coveiro.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
17:41
agora entendo as noites
os nevoeiros os sonhos
agora entendo o doce amargo
das horas nocturnas
agora entendo porque uivam os lobos
às horas de solidão
os nevoeiros os sonhos
agora entendo o doce amargo
das horas nocturnas
agora entendo porque uivam os lobos
às horas de solidão
Aristides Sousa Landeira
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Artur Semedo
21/01/2009
15:46
Dicionário de Biturbo #19
culasso (subs. neutro, ou melhor, passivo):
Aquele/a que tem o cu feito num oito de tanto lhe empurrarem as fezes para dentro.
Aquele/a que tem o cu feito num oito de tanto lhe empurrarem as fezes para dentro.
Lê-se como colaço - criança que, em relação a outra, mamou do mesmo leite.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
06/01/2009
16:12
Dicionário de Biturbo #18
azeitona - o azeite, quando colocado na água, vem sempre à tona - azeitona.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
05/01/2009
03:28
Dicionário de Biturbo #17
hiporrino(a):
(subs.) fruto do cruzamento entre um hipopótamo e um rinoceronte.
(adj.) aquelas coisas que se sucedem mesmo debaixo dos nossos narizes e de que a gente nem se dá conta.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
(subs.) fruto do cruzamento entre um hipopótamo e um rinoceronte.
(adj.) aquelas coisas que se sucedem mesmo debaixo dos nossos narizes e de que a gente nem se dá conta.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
03/01/2009
19:07
Gastei 12 fósforos (12!) para conseguir acender o fogão!
Enquanto ia bebericando o leite morninho assim aquecido, ia vendo as Euronews (insónia, a quanto obrigas!), nomeadamente uma reportagem sobre as políticas ambientais da União Europeia. Está previsto que nos próximos anos se consigam atingir 20% de electricidade produzida através de meios "limpos" - energias renováveis, portanto. Na Dinamarca, já atingiram os 20%, só com a energia eólica, e até andam a pensar em começar a exportar electricidade para a Alemanha, ou outros vizinhos. Curioso pensar que, na medieva idade, se tinha de pagar pelo uso dos moinhos dos senhores, e agora alguém vai pagar mais ou menos pela mesma coisa, pelo vento e pela sua força... Se calhar, era o Quixote que tinha razão, em ver gigantes, e não moinhos, ou se calhar gigante é a potencialidade do moinho, não o moinho em si... Também curioso, e até um pouco irónico-paradoxal, foi saber que a Greenpeace levou ontem a cabo um protesto contra o uso do carvão... na Dinamarca! Pelo que consegui perceber das imagens (sem comentários), chegaram ao cais de descarga de carvão de um porto dinamarquês (cujo nome obliterei) navegando num veleiro... e depois aproximaram-se da plataforma de descarga propriamente dita num pequeno barco a motor! Lá está! Incoerência! Eu já tinha reparado que, para ecologistas fanáticos, eles usavam demasiados barcos motorizados, mas pensei, ao ver o veleiro, que as coisas tinham mudado... só que o barquito mais pequeno estragou tudo! Por que não um barco a remos, um bote, como daqueles que há no Bom Jesus de Braga, para se andar a passear? Quem também protestou ontem foram os homossexuais masculinos, no Vaticano. Nem li o teor do protesto, mas não deve andar muito longe das questões da atitude da Santa Sé para com os homossexuais no geral, e os homossexuais eclesiásticos no particular. Eu acho que eles, para fazerem as coisas em condições, tinham de apresentar uma proposta de emenda constitucional, à Bíblia, portanto... a começar pelo Génesis 1, 22, e/ou Génesis 2, 23:24. Sim, Senhor, a gente multiplica-se, mas em chegando ali perto dos seis mil milhões e qualquer coisa, podemos virar larilas... e deixamos de abandonar tudo e mais alguma coisa por causa das mulheres. O mesmo princípio para os homossexuais femininos... Eu, aliás, quer-me parecer que o beijo do Judas foi, logo ali, uma primeira proposta do género... mas ardeu, como o 12º fósforo.
Ao chegar ao fim do copo de leite, tinha passado, já se vê, por uma cabazada de temas e assuntos, o que mostra como somos bombardeados, de facto, por informação, e mais informação. Como li há uns tempos, recebemos mais estímulos informativos num dia, que o Leonardo Da Vinci na vida inteira. O que talvez justifique que ele tenha tido tantas ideias para tanta coisa, e tão antes do tempo... não perdendo horas e horas com resmas de informação, dedicou-se a criar, ele mesmo, coisas novas! Além de que, se ele quisesse um helicóptero, tinha mesmo de inventar um, não bastava telefonar... ou, melhor, inventar o telefone!
Ao chegar ao fim do copo de leite, tinha passado, já se vê, por uma cabazada de temas e assuntos, o que mostra como somos bombardeados, de facto, por informação, e mais informação. Como li há uns tempos, recebemos mais estímulos informativos num dia, que o Leonardo Da Vinci na vida inteira. O que talvez justifique que ele tenha tido tantas ideias para tanta coisa, e tão antes do tempo... não perdendo horas e horas com resmas de informação, dedicou-se a criar, ele mesmo, coisas novas! Além de que, se ele quisesse um helicóptero, tinha mesmo de inventar um, não bastava telefonar... ou, melhor, inventar o telefone!
Coçado por
Artur Semedo
05/12/2008
16:31
A Roda Alimentar, versão camarada José
- 10 senhas de racionamento para legumes e/ou fruta (cada senha, 1 couve, 1 beringela, 1 pêra...)
- 6 senhas de racionamento para cereais e/ou leguminosas (cada senha, 1 sacola de 250 gr)
- 2 senhas de racionamento para óleos e/ou gorduras (cada senha, 1 garrafinha de 75 cl de azeite, ou 150 gr de manteiga rançosa)
- 3 senhas de racionamento para carnes e/ou peixe (cada senha, 1 filete de peru, 1 bife ratado, 1 posta de pescada)
- 4 senhas de racionamento para lacticínios (cada senha, o produto diário de uma tetinha de vaca, cabra ou ovelha)
Porções calculadas para um conjunto de protelários unidos numa célula familiar, numa média de 6 elementos por unidade habitacional, de modo a garantir a subsistência durante uma semana.
A saciedade é o luxo dos burgueses e a fome dos que trabalham!!!
Coçado por
Artur Semedo
04/12/2008
11:44
A revolta do mobiliário!
"Espanha: Cama mata idosa" - título de uma, vá lá, "notícia" do Correio da Manhã.
Talvez por causa da atenção prestada à crise no imobiliário e essas tretas que se me escapam dos arames do pensamento, parece que o mobiliário decidiu vingar-se da humanidade, num claro acesso de ciúme! Só espero que os electrodomésticos não alinhem na cena, ou ainda teremos: "EUA: Frigorífico sodomiza taxista nova-iorquino"... e todos sabemos o quão corpulentos são os frigoríficos norte-americanos...
Talvez por causa da atenção prestada à crise no imobiliário e essas tretas que se me escapam dos arames do pensamento, parece que o mobiliário decidiu vingar-se da humanidade, num claro acesso de ciúme! Só espero que os electrodomésticos não alinhem na cena, ou ainda teremos: "EUA: Frigorífico sodomiza taxista nova-iorquino"... e todos sabemos o quão corpulentos são os frigoríficos norte-americanos...
Coçado por
Artur Semedo
02/12/2008
01:52
As anti-férias de um coçador manifestam-se em não haver manifestações
Estamos a atravessar aquele que é, provavelmente, o período mais conturbado nas relações ibéricas desde que o Godoy se lembrou de pegar numa laranja e dizer que Alcanizes estava vingado. Verdade seja dita, o shôr valido até foi meiguinho, podia ter dito algumas coisas bem mais violentas, como "Toma lá, Denis, ácido ascórbico pelo teu cu acima!" Foi simpático, da parte dele, ter ido meramente pela questão diplomática e não pela via do insulto pessoal.
Claro, no entretanto houve aquelas questiúnculas aquando e após a guerra civil espanhola, porque o shôr Presidente do Conselho e o señor Caudillo não se pintavam lá muito bem um ao outro. Talvez se tivessem a veia artística do Ailittla, ou a do D. Carlos, especialistas na aguarela, se pintassem melhor [e aqui começam e acabam todas as referências a D. Carlos, que até enjoou, no início do ano, com o regicídio e mais não sei o quê!]... ainda assim, nada que se assemelhe ao actual estado de coisas.
Os moços aqui do lado mandam para Portugal têxteis, fruta, legumes, capitais, entre muitos outros produtos e serviços, e tudo com farturinha e a bom preço... e qual é a nossa principal exportação para Espanha? Índices de sinistralidade! Rara a semana em que não há notícia de mais um autocarro de turistas, ou veículo repleto de emigrantes e respectivas famílias, ou de trabalhadores deslocados, que se tenha espatifado, aumentando assim o número de acidentes, de feridos, de mortos nas estradas espanholas.
De quando em vez, lá mandamos uns jogadores da bola para La Liga, a ganharem pipas de massa para não fazerem porra nenhuma. E ainda lhes ficámos com o Euro 2004, onde chegámos mais longe, tal como no Mundial 2006, mesmo com o shôr Felipe "Handicapped" Scolari ao leme. Ok, eles ganharam o Euro 2008, mas o coitado do Ronaldo tinha uma espécie de lesão antiga no pernil que só lhe começou a doer por volta do fim de Maio... e não tinha cremes hidratantes com ele, na Suiça.
Durante as férias da Páscoa, invadimos Lloret del Mar e Barcelona com canalhada bêbada que deixa tudo em pantanas e cheio de vomitado (pórtico da Sagrada Família incluído). Quem quiser cá passar umas férias, vindo aqui do lado, fode-se, que paga a gasolina mais cara!
Enfim, tanta confusão acaba por ter repercussões nas altas esferas do poder político (que são assim uma mistura de Bolas do Dragão com os Anéis do Poder à la Tolkien): o Sócrates manda de cá telegramas a chamar Sapateiro ao Zapatero, por causa das regras do acordo ortográfico, e, de lá, vem uma resposta em tom de "vê lá se não queres mas é um copo de cicuta pelo cu acima!" (sendo que é do conhecimento público que a cicuta arde mais nas hemorróidas que o ácido ascórbico), que o Zapatero não conhece Alcanizes e, ao que consta, Olivença, também não.
Resumindo, não me admira que daqui a uns tempos a relação familiar entre Portugal e Espanha seja revista e que, em vez de sermos irmãos, passemos a ser sogra e genro, sendo que o nosso papel me parece que será claramente o da velha matrona, eternamente chata, eternamente dedicada a estragar tudo o que está bem.
Porque, no fundo, são esses, sempre foram, os objectivos da existência de Portugal, ter pilas maiores que eles e estragar-lhes a festa. Foi claramente esse o intuito do Afonsinho ao fundar esta merda, ou o do Joãozinho, a restaurá-la: chatear os tipos aqui do lado, como os vizinhos que insistem em pôr a TV nas alturas às tantas da manhã (no caso dos moços, os vizinhos que mandam tocar os alaúdes mais alto, a meio da noute). Basta ver que uma das coisas que sempre irritou qualquer espanhol, para lá de se dizer que a Espanha não tem existência enquanto nação, ou que eles não são os maiores do mundo, foi a impossibilidade de se desenhar rápida e facilmente o seu território continental de uma forma estilizada. Enquanto que por cá basta desenhar um rectângulo a 3 para 1, em altura/largura, e dizer: "Isto representa Portugal", em Espanha, um professor que desenhe uma espécie de quadrilátero com um mamilo ao sul e outro a nordeste vai ter sempre um aluno chico-esperto a resmungar lá de trás: "Mira, Portugal no es España, coño!", aluno, esse, muito provavelmente filho de portugueses, mas nascido do lado de lá da fronteira por não haver maternidade onde nascer do lado de cá. Ou seja, um aluno que representa a segunda maior exportação portuguesa para Espanha...
Claro, no entretanto houve aquelas questiúnculas aquando e após a guerra civil espanhola, porque o shôr Presidente do Conselho e o señor Caudillo não se pintavam lá muito bem um ao outro. Talvez se tivessem a veia artística do Ailittla, ou a do D. Carlos, especialistas na aguarela, se pintassem melhor [e aqui começam e acabam todas as referências a D. Carlos, que até enjoou, no início do ano, com o regicídio e mais não sei o quê!]... ainda assim, nada que se assemelhe ao actual estado de coisas.
Os moços aqui do lado mandam para Portugal têxteis, fruta, legumes, capitais, entre muitos outros produtos e serviços, e tudo com farturinha e a bom preço... e qual é a nossa principal exportação para Espanha? Índices de sinistralidade! Rara a semana em que não há notícia de mais um autocarro de turistas, ou veículo repleto de emigrantes e respectivas famílias, ou de trabalhadores deslocados, que se tenha espatifado, aumentando assim o número de acidentes, de feridos, de mortos nas estradas espanholas.
De quando em vez, lá mandamos uns jogadores da bola para La Liga, a ganharem pipas de massa para não fazerem porra nenhuma. E ainda lhes ficámos com o Euro 2004, onde chegámos mais longe, tal como no Mundial 2006, mesmo com o shôr Felipe "Handicapped" Scolari ao leme. Ok, eles ganharam o Euro 2008, mas o coitado do Ronaldo tinha uma espécie de lesão antiga no pernil que só lhe começou a doer por volta do fim de Maio... e não tinha cremes hidratantes com ele, na Suiça.
Durante as férias da Páscoa, invadimos Lloret del Mar e Barcelona com canalhada bêbada que deixa tudo em pantanas e cheio de vomitado (pórtico da Sagrada Família incluído). Quem quiser cá passar umas férias, vindo aqui do lado, fode-se, que paga a gasolina mais cara!
Enfim, tanta confusão acaba por ter repercussões nas altas esferas do poder político (que são assim uma mistura de Bolas do Dragão com os Anéis do Poder à la Tolkien): o Sócrates manda de cá telegramas a chamar Sapateiro ao Zapatero, por causa das regras do acordo ortográfico, e, de lá, vem uma resposta em tom de "vê lá se não queres mas é um copo de cicuta pelo cu acima!" (sendo que é do conhecimento público que a cicuta arde mais nas hemorróidas que o ácido ascórbico), que o Zapatero não conhece Alcanizes e, ao que consta, Olivença, também não.
Resumindo, não me admira que daqui a uns tempos a relação familiar entre Portugal e Espanha seja revista e que, em vez de sermos irmãos, passemos a ser sogra e genro, sendo que o nosso papel me parece que será claramente o da velha matrona, eternamente chata, eternamente dedicada a estragar tudo o que está bem.
Porque, no fundo, são esses, sempre foram, os objectivos da existência de Portugal, ter pilas maiores que eles e estragar-lhes a festa. Foi claramente esse o intuito do Afonsinho ao fundar esta merda, ou o do Joãozinho, a restaurá-la: chatear os tipos aqui do lado, como os vizinhos que insistem em pôr a TV nas alturas às tantas da manhã (no caso dos moços, os vizinhos que mandam tocar os alaúdes mais alto, a meio da noute). Basta ver que uma das coisas que sempre irritou qualquer espanhol, para lá de se dizer que a Espanha não tem existência enquanto nação, ou que eles não são os maiores do mundo, foi a impossibilidade de se desenhar rápida e facilmente o seu território continental de uma forma estilizada. Enquanto que por cá basta desenhar um rectângulo a 3 para 1, em altura/largura, e dizer: "Isto representa Portugal", em Espanha, um professor que desenhe uma espécie de quadrilátero com um mamilo ao sul e outro a nordeste vai ter sempre um aluno chico-esperto a resmungar lá de trás: "Mira, Portugal no es España, coño!", aluno, esse, muito provavelmente filho de portugueses, mas nascido do lado de lá da fronteira por não haver maternidade onde nascer do lado de cá. Ou seja, um aluno que representa a segunda maior exportação portuguesa para Espanha...
Coçado por
Artur Semedo
01/12/2008
22:21
O Império da Redondilha
O Povo está na rua!
A Luta continua!
O Povo, unido,
Jamais será vencido!
Alberto, amigo,
O Povo está contigo!
Que têm estas palavras de ordem em comum? Vocabulário e sintaxe simples, rima, e um ritmo marcado pelo verso curto... Por que é tão importante que assim seja? Porque para, digamos, duas mil pessoas as poderem gritar em uníssono convém (1) que não contenham palavreado ou construções gramaticais demasiado rebuscadas, sob pena de uma grande percentagem dos manifestantes não o conseguir fazer; (2) que haja um tempo marcado pela rima e ritmo, o qual permita que sejam entoadas estas palavras sem se estar a pensar em acertar com as outras vozes.
Ora, hei visto, há uns tempos, uma tarja, à entrada de um hospital, pertencente a um sindicato e que rezava o seguinte:
Os enfermeiros no desemprego,
À ministra não darão sossego!
Sim, senhor!, temos rima... mas é só! Eu não digo que seja obrigatório o recurso à redondilha menor, nem sequer à maior, mas, pessoal, vamos lá ver se cortamos aí uma ou outra sílaba fonética, pode ser? É que fica difícil conseguir pôr mil gargantas a gritar isto em uníssono! O mais certo é o tipo do megafone começar, e quando estiver a acabar estarem os de trás a meio, ou até mesmo a tentar ainda perceber que raio de palavra de ordem se está a gritar, afinal! Ainda para mais, aquela revienga entre os complementos e o predicado não ajuda nada à festa! É que em dois versos longos termos apenas um sujeito, mais dois complementos, ambos precedendo a acção... que por sua vez está na negativa do futuro... ui! Que fartote! A sério, pessoal, vamos lá ver isto, ok?
A Luta continua!
O Povo, unido,
Jamais será vencido!
Alberto, amigo,
O Povo está contigo!
Que têm estas palavras de ordem em comum? Vocabulário e sintaxe simples, rima, e um ritmo marcado pelo verso curto... Por que é tão importante que assim seja? Porque para, digamos, duas mil pessoas as poderem gritar em uníssono convém (1) que não contenham palavreado ou construções gramaticais demasiado rebuscadas, sob pena de uma grande percentagem dos manifestantes não o conseguir fazer; (2) que haja um tempo marcado pela rima e ritmo, o qual permita que sejam entoadas estas palavras sem se estar a pensar em acertar com as outras vozes.
Ora, hei visto, há uns tempos, uma tarja, à entrada de um hospital, pertencente a um sindicato e que rezava o seguinte:
Os enfermeiros no desemprego,
À ministra não darão sossego!
Sim, senhor!, temos rima... mas é só! Eu não digo que seja obrigatório o recurso à redondilha menor, nem sequer à maior, mas, pessoal, vamos lá ver se cortamos aí uma ou outra sílaba fonética, pode ser? É que fica difícil conseguir pôr mil gargantas a gritar isto em uníssono! O mais certo é o tipo do megafone começar, e quando estiver a acabar estarem os de trás a meio, ou até mesmo a tentar ainda perceber que raio de palavra de ordem se está a gritar, afinal! Ainda para mais, aquela revienga entre os complementos e o predicado não ajuda nada à festa! É que em dois versos longos termos apenas um sujeito, mais dois complementos, ambos precedendo a acção... que por sua vez está na negativa do futuro... ui! Que fartote! A sério, pessoal, vamos lá ver isto, ok?
Coçado por
Artur Semedo
13:33
They can... maybe they will
Sujeito - O Barak Obama lá conseguiu ganhar as eleições...
Predicado - Sim! Há uma onda de regozijo um pouco por toda a parte.
Complemento - Incluindo no KKK! Finalmente vão poder linchar um presidente!
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Artur Semedo
05/11/2008
09:11
Dicionário de Biturbo #16
fossa séptica - (subs. fem.) fossa que não acredita nas merdas por que passa.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
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Artur Semedo
31/10/2008
11:29
Dicionário de Biturbo #15
baioneta - (subs. fem.) mulher pequena, natural do concelho de Baião.
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)
Coçado por
Artur Semedo
01:09
Nossa Senhora, me dê a mão, cuide do meu coração...
Sujeito - Um açoreano foi considerado o melhor carpinteiro da Europa...
Predicado - Mas o mais corno do mundo continua a ser o S. José!
Complemento - Mas o mais corno... espera lá! Fodeste-me a piada!
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Artur Semedo
06/10/2008
17:20
Décadas atrás do meu tempo!
Como é que apenas ontem me surgiu a óbvia evidência associativa das palavras: Bélgica, chocolate, aliciamento, pedofilia?
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Artur Semedo
02/10/2008
00:23
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