Diário de Paganini

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Há uns tempos vi o Lino e disse-lhe:
- Não tenho nada contra baixos, mas não vás com Celos...

Especulação literária

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Obra de cariz irónico-sarcástico:
Oráculo de Belfos, Paulo Fanhoso, Editora Fenda

Obra de cariz religioso-teológico:
A arte de bem perdoar toda a selva, D. Duarte Pio, Editora Utopia

Gazeta cultural

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Esteve em exibição o Nabucco do Verdi. era para ser o Nabuco do Nosor, mas ele não pode vir, porque, entretanto, descobriu que tinha em casa o quebra-nozes do Tchaikovsky, e foi à Rússia devolvê-lo.

Pausa artística

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Os cinco chagalls de Cristo

"Os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis"

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Um germe para outro, em Budapeste:
- Vou ali ao cemitério, comer um sortido húngaro.

A insustentável atracção gravitacional dos corpos

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Uma vogal para outra:
- Apóstrofe contigo em como ainda vais ficar colada a esta consoante aqui ao lado...

Idiossincracias regionais

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Normalmente, nunca ninguém dá nada a ninguém; mas em Roterdão.

Notícia de última hora

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Decretado um minuto de silêncio, em memória do tempo perdido.

Idiossincracias regionais

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Enquanto sucumbe a Faixa de Gaza, Telavive.

362 anos depois!

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Fragilidades do programa "Novas Oportunidades"

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Cerbero tentou uma carreira enquanto juiz, mas as dificuldades surgiram logo durante o primeiro julgamento a que presidiu. Como diz o povo, cada cabeça, sua sentença...

Espaço publicitário #7

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PEC men, o novo jogo da União Europeia!

Os antigos impérios contra-atacam *

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O comité luso-espanhol já fez saber que, caso lhe seja atribuída a organização do mundial de futebol de 2018 ou 2022 ou um torneio igualmente importante de matraquilhos, vai distribuir a todos os tele-espectadores na bancada uma júliapinheiro, espécie de vuvuzela quitada. Ao contrário desta, que pode apenas causar náuseas, cefaleias graves, surdez parcial momentânea ou vontade de carregar no botão de silêncio (não muito mais que os jornalistas que relatam os jogos, porém), a júliapinheiro, quando somada a milhares de outras júliaspinheiros em plena força, pode levar ao suicídio ou mesmo a carregar no botão de desligar...
Estuda-se ainda a hipótese de acrescentar ao kit bancadas vazias um juancarlos, para os que detestam vuvuzelas zunirem durante 90 minutos: por qué no te callas?!

* Ou, como se soeu dizer agora, efectuam uma transição ofensiva rápida.

Subsídio para um dicionário político português #2

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Andaremos assim tão desesperados por milagres?

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Espaço publicitário #6

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Retrato de Steve Jobs avant la lettre

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Todas as segundas-feiras, às 21h00

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Isto é uma mensagem sem conteúdo

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Isto é uma mensagem sem título.

A vida é sofrimento

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Partindo de tal premissa, os orientais criaram sistemas religiosos; os ocidentais, o estado-providência...

Os reis dos túneis...

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A parábola do bom pastor

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Morte instantânea

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Basta juntar água. Sirva bem frio; se preciso, com gelo.

“O exagero é sempre a exacerbação de algo que não o é”

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Era tão utopista, que na bacia tinha um osso idílico!

A carga da chaimite ligeira

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25 de Abril. 36 anos a dar ora no cravo ora na ferradura!

Adágio popular acabadinho de sair!

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Aviões em terra, vulcão no alto mar!

Nachricht für Nietzsche

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Mark Twain vende muito bem, no além-mundo...

Capas alternativas

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O homem que via passar os trens de cozinha...

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Os amigos chamavam-lhe fervedor, por aquecer em lume brando. Um dia pediu a uma amiga que lhe arranjasse um tacho na câmara da Sertã.
- É complicado. Aquilo é uma panela bem montada e que bule com muita gente.
- Eu vou e testo, a ver o que dá.
- Tudo bem, se não aguentares a pressão, voltas prá terrina. Ou, então, eu fondue umas empresas, que dá logo pratos para mais bocas.
- Ah, Tefal, tu pensas em tudo!!!

Historial clínico

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Diacrítico para D.ª Cedilha.
O que começou como uma sensação esdrúxula, acabou por se tornar numa dor aguda.
- Doutor, é grave? - perguntou.
Após olhá-la com um ar circunflexo, respondeu:
- Não se preocupe, é um mero til.
Já está melhor, embora ainda trema...

Ouvido no café (da série: "Ouvido no café")

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- Sabes qual é o segredo para chegar a velho?
- Então?
- Não morrer novo!

E ainda mais um momento mais ou menos contra-factual

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O rei D. Denis bem que poderia ter ficado igualmente conhecido como o rei relâmpago, de tanto que trovejou...

Apontamentos de vida de gente extraordinária

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Apesar de manter uma dieta diversificada, o D. Sebastião gostava mesmo era de kiwires e tosta mist...

A morte de Júlio César...

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... nas Molucas:
- Também tu, Cano?

...na Inglaterra:
- Também tu, Barão?

... na Suécia:
- Também tu, Borg?

... na China:
- Também tu, Ning?

... num baile popular tuga:
- Também tu, Nel?

Questões realmente fracturantes...

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Diz-me onde vives, dir-te-ei como és, ou ao contrário, ou o caralho!

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Era tão cusco, que foi viver para o Peru.

Sabedoria popular versão intelectualóide #13

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A resvalar qualquer coisa, é preferível que tal suceda do término do longo canal constituído, a montante desse limite, por piloro, duodeno, jejuno, íleo, ceco,  colo e recto, que da bolsa onde nossos haveres carregamos.

Adágio capitalista

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Quem vê caras, não vê coroas.

“A dúvida é o princípio da sabedoria”

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Como é que o Saramago vai ficando cada vez mais careca, se mantém a relação c'a Pilar?

O já tradicional comichoso Congo... perdão, Conto de Natal

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Virou-se Guelguior para Gasgar:
– Vamos comer umas favas?
– Onde?
– À Judeia.
– Pode ser.
Pelo caminho, encontraram um outro gay mago, Gualtasar, que os casou, visto que era um representante do registo civil sul-africano, o que calhou tudo muito bem, porque na Judeia reconheciam o casamento deles. Só não puderam adoptar o menino Jesus, que encontraram numa manjedoira estendido, entre burros, vacas, virgens e carpinteiros ataviados, porque, apesar de disfuncional, o Filho de Deus e do Homem estava entregue aos cuidados de uma família tradicional. Nisto, a estrela mais brilhante aterrou em cima de um pinheiro e disse:
– Estou farta desta merda, não brilho mais no oriente desta gente!

Fim.

Asfixia democrática!!!

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Assisti, há não sei quanto tempo, durante a eleição de uma comissão executiva de uma entidade jurídica colectiva, ou o raio, que eu disso de linguagem de engravatadinho não pesco nada, já me confundo todo só de ver aquele símbolo esquisito para os parágrafos, este todo §
a uma extraordinária intervenção política, nomeadamente de um sujeito, homem, cidadão, pessoa, digno portador de um bigode à antiga portuguesa, que, perante a existência de uma lista única a votação, levantou a voz, aviltado, reclamando que, numa eleição democrática, tem de haver duas listas para que a coisa, sendo que coisa é aqui subentendida como democracia, funcione. Repito, isto parece-me extraordinário, a mim que, devido a certas cenas, sendo que cenas é aqui subentendido como data de nascimento, nunca vivi que não num Portugal democrático. Porque, da mesma forma que o direito ao voto não obriga ao exercício do mesmo, o direito a candidatar-se seja ao que for não obriga a que um tipo se candidate a esse presumível cargo. Obviamente, num país de cada vez mais abstencionistas e devedores à banca, não que isso interesse na situação aqui mencionada, mas é verdade, e as verdades são para ser ditas, quando perguntaram se haveria, então, mais alguém a querer formar uma lista candidata à comissão executiva, o silêncio cobriu a sala, ao ponto de se me ter escapado um flato quase impercetibilis que, mesmo assim, se conseguiu ouvir na mesa da assembleia. Fui expulso.
Isto surgiu-se-me tão só e apenas e somente e outras locuções e advérbios do género porque, ainda há minutos, ia a estacionar à inglês, ou seja, do lado esquerdo numa rua de dois sentidos, mas decidi ir fazer uma inversão de marcha mais adiante, sendo que, chegando ao lugar antes vago, logo encontrei uma carrinha estacionada. Isto em menos de um fósforo... O silêncio sobre estas coisas incomoda-me...

“O exagero é sempre a exacerbação de algo que não o é”

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Era tão anti-jesuítico, que na pastelaria só comia napoleões...
Era um cidadão tão auto-mobilizado, que no xadrez só usava os peões.
Era tão monárquico, que nunca fazia xeque-mate.
Era tão hipocondríaco, que tinha medo que as estalactites se pegassem.
Era tão filólogo, que só comia sopa de letras.

Apontamentos de vida de gente extraordinária

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Antes de ser partizan e marechal, o Tito tinha sido empregado de balcãs...

Esqueci-me de um pacote de pastilhas elásticas, inteirinho, no bolso doutro blusão...

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Saudosismo ou barroquismo verbal, a verdade é que os portugueses têm, maioritariamente, uma certa dificuldade em se despedirem. Digo isto por me ter visto, em diversas ocasiões, preso numa rede intrincada de adeuses seguidos de mais conversa, seguida de mais adeuses até logos então até à próxima seguidos de mais conversa, e assim sucessivamente, até ao ponto de já ser tarde de mais para honrar compromissos agendados há que tempos e, derivado disso, nunca ter sido galardoado com o prémio Nobel da Paz, eu, que tantas vezes apaziguei gatos e cães à porrada, por vezes um branco e um outro preto, sendo que numa delas estraguei uma capa de dvd de um filme, a qual, sorrateiramente, escondi atrás das demais. Enfim...
Basta ver como os cortejos fúnebres são tão lentos, por cá, sem nada daquele ritmo nov'orleânico, já para não falar da duração quase desumana dos velórios. Ainda me lembro, como se tivesse sido há dez anos, dois meses e nove dias, de como as pessoas protestaram, no funeral da Amália, com a pressa do motorista do carro da funerária. Houve até quem tenha batido nos vidros da viatura, talvez com a esperança de partir um e, com isso, atrasar o inevitável adeus a uma voz já calada.
Basta ver como os selos para correio nacional peso até vinte gramas formato padronizado aumentaram, no espaço de um ano, dois cêntimos, para os actuais trinta e dois, de modo a compensar o excesso de peso nas despedidas, mas, sobretudo, nos parágrafos de post-scriptum.
Basta ver como continuamos atrasados, e cada vez mais divergentes, em relação à Europa mais desenvolvida, já para não falar do restante mundo mais desenvolvido. É o resultado de tempo acumulado em conversas pós-conversas abraços pós-abraços e quejandos pós-pós...
Tenho, aliás, para mim que o Vasco da Gama poderia perfeitamente ter chegado à Índia uns dois anos antes, a fazer contas por baixo... A ser muito rigoroso, talvez que em 1415, em vez de Ceuta, estivéssemos a desembarcar em Calecute... talvez que em 1789 estivéssemos a alunar, enquanto os franceses andariam, ainda, a rebentar com paióis (sendo que esta era a palavra que queria utilizar, desde o início desta parvoíce, e que estava difícil, irra!)

Subsídio para um dicionário político português

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Idiossincracias Regionais

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Enquanto muitos países copiam modelos autoritários e fechados, a Arábia Saudita.
Enquanto nos países ocidentais as pessoas sem dinheiro não estão felizes, no Butão.
Quando parece estar tudo empatado na cimeira do ambiente, nem a Dinamarca.
Enquanto muitos países se parecem afogar cada vez mais na crise, a Granada.

Dicionário de Biturbo #26

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Estocolmo (subs.) - tipo de estuque muito usado em construções escandinavas, feito à base de caules secos.

Fonte: Dicionário de Biturbo (não editado)

Idiossincracias Regionais

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Depois de construírem as pirâmides do Egipto, os extraterrestres foram-se embora, que não gostavam de Qatar...
Mesmo que a Arábia fique toda, o Dubai...

Instantâneos da Natureza...

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bifidus activus...